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A curva do esquecimento: por que esquecemos aquilo que aprendemos?

Samuel Atualizado em 30 março 2026
O processo de aprendizagem (e de memorização) é longo e cansativo. E quando a informação é, enfim, memorizada, o jogo ainda não está ganho. O cérebro tem uma infeliz tendência em destruir informações com uma eficiência formidável. Não podemos contar com sua memória... Então, vamos ver como funciona a Curva do Esquecimento de Hermann Ebbinghaus. Uma vez que saibamos como esse processo ocorre, saberemos como evitá-lo e... como aprender de verdade!
por que esquecemos o que aprendemos

Como nossa memória funciona?

Você vai se surpreender ao saber que, na verdade, não podemos contar com nossa memória… Como mostra o gráfico a seguir, qualquer que seja a informação que tentamos memorizar, ela escapa de nosso cérebro em uma velocidade absurda… num espaço de horas. Já no segundo dia após termos estudado, podemos considerar a informação praticamente esquecida. E por que isso acontece? Na verdade, o culpado é nosso cérebro. Para não ficar sobrecarregado, ele se desfaz de informações “aprendidas” mas que não voltaram a ser usadas, como se considerasse que elas não são úteis.

A notícia triste é: aquilo que aprendemos começa a escapar da nossa memória poucas horas depois de aprendermos. O gráfico abaixo mostra como esse processo acontece.

Algumas horas depois de uma aula, já esquecemos 50% do conteúdo. Após dois dias, as informações praticamente desaparecem… Esse fenômeno, conhecido como curva do esquecimento, é estudado há muito tempo mas, surpreendentemente, poucas pessoas o conhecem. Levá-lo em consideração, no entanto, pode ajudar você a economizar horas e horas de trabalho e estudo.

Por que esquecemos tão rapidamente? Essa é uma decisão voluntária do nosso cérebro que, para não se sobrecarregar, prefere deixar algumas informações de lado logo após aprendê-las. De fato, imagine o que aconteceria se acumulássemos para sempre todas as informações com as quais entramos em contato ao longo da vida. Seria necessário muito espaço para armazená-las, e nosso cérebro não tem uma capacidade infinita.

E o que é a curva do esquecimento?

Sabemos dessas coisas graças aos estudos sobre a curva do esquecimento de Hermann Ebbinghaus, realizados por volta de 1885.

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Esse pesquisador queria entender com que velocidade nosso cérebro esquece as informações. Para fazer isso, ele organizou um estudo sobre a memorização de conjuntos de letras que não faziam sentido, como “IFD”, por exemplo.

Depois, traduziu os resultados desse estudo em uma curva, que veio a ser conhecida como a curva do esquecimento. O que ela descreve é o declínio da informação em nossa memória, ou a velocidade com que nossa memória esquece uma informação pouco tempo após ela ter sido, teoricamente, aprendida.

A curva do esquecimento mostra que não basta aprender uma informação para dizer que a sabemos. Ou seja, que ela foi armazenada na nossa memória de longo prazo.

por que esquecemos o que aprendemos

 

Ebbinghaus descobriu que, para que uma informação seja realmente absorvida pelo nosso cérebro de forma duradoura, duas condições devem ser atendidas: a qualidade da aprendizagem — a informação deve ser apresentada de forma clara — e a repetição.

Resumindo, é preciso estimular sua memória ao longo de um certo período de tempo para não esquecer o conteúdo aprendido. E este é justamente o princípio do Sistema de Repetição Espaçada.

O Sistema de Repetição Espaçada: para nunca mais esquecer!

O processo de memorização é baseado em três grandes etapas: a Codificação, a Consolidação e a Recuperação.

A Codificação é a fase de organização e processamento de uma informação com a qual tivemos contato pela primeira vez, como, no caso do aprendizado de idiomas, uma nova palavra ou frase.

A segunda etapa, a Consolidação, corresponde ao momento em que colocamos essa informação ou esse novo vocabulário em nossa memória. O momento em que ela é estocada em nosso cérebro.

Os trabalhos de Ebbinghaus e sua curva do esquecimento nos permitiram ver que um dos métodos mais eficazes para consolidar uma informação é repeti-la no momento em que estamos prestes a esquecê-la. Essa descoberta científica foi o que originou o Sistema de Repetição Espaçada.
Para explicar rapidamente, o Sistema de Repetição Espaçada se baseia no fato de que o cérebro será levado a repetir uma informação (uma determinada palavra em um idioma estrangeiro) de forma a fazer com que ela fique armazenada na memória. Para dar um exemplo de como isso funciona, imagine que você está escrevendo na areia. Quanto mais você reforçar o traço, mais profundo ele ficará gravado na areia. Da mesma forma, quanto mais você repassar uma palavra de vocabulário, mais ela ficará ancorada em seu cérebro.

A etapa final

No entanto, para que essa informação seja realmente retida, é necessário um ritmo preciso de aprendizagem… que fará você rever o conteúdo em questão justamente antes de esquecê-lo.

A Recuperação, última dessas três grandes etapas, corresponde à possibilidade de acessar uma informação. Ou seja: de recuperá-la para o uso quando necessária, o que só é possível se ela realmente estiver gravada em nossa memória de longo prazo.

O uso desse método, o Sistema de Repetição Espaçada, é justamente um dos diferenciais dos aplicativos MosaLingua. Com eles, você aprende uma palavra e é levado(a) a repeti-la quantas vezes for necessário, e no momento correto, para garantir sua integração à sua memória de longo prazo.

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