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Do e does: quando usar cada um (e os erros que todo mundo comete)

Luca Atualizado em 25 agosto 2026
Does she likes coffee? Do you are a student? Se essas frases te parecem certas, este artigo é para você. Do e does são os auxiliares do presente simples em inglês, e aparecem em praticamente toda pergunta e toda frase negativa que você cria — por isso, um deslize aqui aparece o tempo todo. Neste guia de gramática inglesa, você vai ver a regra pelo sujeito, entender por que o verbo principal perde o -s, aprender as short answers que os nativos usam e, principalmente, descobrir quando o do e o does simplesmente não entram na frase.
do e does

Pontos-chave:

  • "Do" vai com I, you, we, they; "does" vai com he, she, it — a escolha depende só do sujeito.
  • Quando o "does" entra, o verbo principal perde o -s: Does she like coffee?, nunca likes.
  • Na negativa, use as contrações "don’t" e "doesn’t" — e responda com "short answers (Yes, I do / No, she doesn’t).
  • Não use "do/does" com o verbo to be, com verbos modais (can, must, should) nem em outros tempos verbais.
  • No passado, "did" serve para todos os sujeitos, e o verbo principal volta ao infinitivo: I didn’t go.

Três frases para testar sua escolha entre do e does

Antes de qualquer explicação, faça este teste rápido. Quais destas frases estão erradas?

  • Does she likes coffee?
  • Do you are a student?
  • He doesn’t works on Fridays.

Resposta: todas as três. E se você tropeçou em alguma, relaxe, porque esses são exatamente os três deslizes que mais aparecem nas provas e nas conversas de brasileiros aprendendo inglês.

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A boa notícia é que os três vêm do mesmo mal-entendido, e uma vez que você enxerga o padrão, ele não te pega mais. Vamos destrinchar isso agora, com calma e com exemplos que você pode usar hoje mesmo. Se quiser revisar as bases antes, dê uma olhada no nosso guia de gramática inglesa.

A regra, em uma linha

Tudo começa com o sujeito da frase. Do acompanha I, you, we e they. Does acompanha he, she e it, ou seja, a terceira pessoa do singular.

  • I / you / we / theydo: I do, you do, we do, they do.
  • He / she / itdoes: he does, she does, it does.

Se o sujeito não for um pronome, é só perguntar por qual pronome ele poderia ser trocado. My brother vira he, então pede does. My parents vira they, então pede do. The dog vira it: does. Essa substituição mental resolve praticamente todos os casos duvidosos.

Vale saber também que does não se pronuncia como o verbo do com um s no fim. A pronúncia é /dʌz/, algo próximo de “dâz”, e não “dus”. É um detalhe pequeno que muda bastante a impressão que você causa quando fala.

Do e does em perguntas: a armadilha do -s

No presente simples, a maioria das perguntas em inglês começa com do ou does. A estrutura é sempre a mesma: Do/Does + sujeito + verbo principal no infinitivo.

  • Do you speak English? (Você fala inglês?)
  • Do they live in São Paulo? (Eles moram em São Paulo?)
  • Does he work here? (Ele trabalha aqui?)
  • Does your sister play tennis? (Sua irmã joga tênis?)

Repare no que acontece nas duas últimas frases: o verbo principal está sem o -s da terceira pessoa. Isso não é um descuido, é a regra. Quando o does entra na frase, ele já carrega a marca da terceira pessoa, e o verbo principal volta à forma básica. Por isso Does she likes coffee? está errado. O certo é Does she like coffee?

Dica: pense no -s como um crachá que só uma palavra da frase pode usar. Se o does está lá, o crachá é dele, e o verbo principal fica sem. Essa imagem simples evita 90% dos erros nessa área.

Frases negativas: don’t e doesn’t

Na negativa, a lógica é exatamente a mesma, só que agora com o not pendurado: sujeito + do/does + not + verbo no infinitivo. Na prática, quase ninguém fala a forma completa. O natural, tanto na fala quanto em textos informais, são as contrações don’t e doesn’t.

  • I don’t drink coffee. (Eu não tomo café.)
  • We don’t have time today. (Não temos tempo hoje.)
  • She doesn’t like horror movies. (Ela não gosta de filmes de terror.)
  • It doesn’t matter. (Não importa.)

E, de novo: He doesn’t works on Fridays está errado, porque o -s já foi para o doesn’t. O correto é He doesn’t work on Fridays. Se quiser se aprofundar em todas as formas de negar em inglês, inclusive as que não usam um verbo auxiliar, confira nosso artigo sobre a negação em inglês.

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Minha dica como falante nativa de inglês: não decore a tabela de do e does isoladamente. Memorize frases inteiras que você realmente usaria, como “I don’t think so”, “Does that make sense?” ou “It doesn’t matter”. Quando essas estruturas estão prontas na sua cabeça, você não precisa calcular nada no meio da conversa, e o -s vai para o lugar certo sozinho.

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Short answers: por que ninguém responde só “yes”

Uma coisa que chama atenção quando a gente ouve nativos em inglês falando é que eles raramente respondem só com um yes ou no. A resposta padrão retoma o auxiliar da pergunta, e isso soa muito mais natural e educado.

  • Do you like sushi?Yes, I do. / No, I don’t.
  • Does he speak Portuguese?Yes, he does. / No, he doesn’t.
  • Do they know each other?Yes, they do. / No, they don’t.

Note que a resposta curta nunca repete o verbo principal. Ninguém diz Yes, I like. O auxiliar sozinho já faz o trabalho todo, e é justamente esse hábito que faz a sua fala soar menos “de livro didático”.

Quando NÃO usar do e does

Esta é a parte que quase nenhum material explica direito, e é onde mora o segundo erro do nosso teste inicial. O do/does é o auxiliar do presente simples com verbos comuns. Existem três situações em que ele simplesmente não entra.

  • Com o verbo to be (am, is, are). O to be é seu próprio verbo auxiliar: Are you a student? e She isn’t tired. Por isso Do you are a student? não existe. Se você ainda tem dúvidas aqui, nosso guia do verbo to be vai ajudar você a dominar o assunto.
  • Com verbos modais (can, must, should, will, may). Eles também se viram sozinhos: Can you help me?, She shouldn’t worry. Nunca Do you can…?
  • Em outros tempos verbais. No present continuous o auxiliar é o to be (Are you working?); no present perfect é o have/has (Has she called?). Cada tempo tem o seu.

Em resumo: se a frase já tem um auxiliar ou um modal, o do/does fica de fora. Ele só aparece quando o verbo principal estaria sozinho e precisa de ajuda para formar a pergunta ou a negativa. Para revisar como o presente simples se comporta em frases afirmativas, veja o nosso artigo sobre o presente em inglês.

Do como verbo principal (e o estranho “Do you do…?”)

Até aqui falamos do do como verbo auxiliar, aquele que ajuda outro verbo. Mas do também é um verbo principal com significado próprio: fazer, realizar, executar uma tarefa.

  • I do the dishes every night. (Eu lavo a louça toda noite.)
  • She does yoga twice a week. (Ela faz ioga duas vezes por semana.)
  • They do their homework together. (Eles fazem a lição juntos.)

E aí surge aquela frase que parece um erro de digitação, mas está perfeitamente correta: Do you do yoga? O primeiro do é o auxiliar que forma a pergunta, e o segundo é o verbo principal “fazer”. Mesma coisa em She doesn’t do sports: o doesn’t nega, e o do significa ‘fazer’. Estranho de ler, natural de ouvir.

E no passado? O did resolve tudo

Aqui vem uma das melhores notícias do inglês. No passado simples, não existe divisão entre pessoas: did serve para todos os sujeitos, sem exceção.

  • Did you call her? (Você ligou para ela?)
  • Did he understand? (Ele entendeu?)
  • I didn’t see the message. (Eu não vi a mensagem.)
  • They didn’t come to the party. (Eles não vieram à festa.)

A regra do crachá continua valendo, e fica ainda mais visível: como o did já marca o passado, o verbo principal volta ao infinitivo. Por isso é Did you go? e não Did you went?, I didn’t see e não I didn’t saw. Um único auxiliar carrega tempo e pessoa; o verbo principal descansa.

Verbo auxiliarSujeitoPerguntaFrase negativa
doI, you, we, theyDo you speak English?They don't speak English.
doeshe, she, it / sujeito singularDoes she like coffee?He doesn't work on Fridays.
didtodos os sujeitosDid you go to the party?She didn't go to the party.

Lembre-se: depois de do, does e did, use sempre o verbo principal na forma base: Does she like…?, He doesn’t work…, Did you go…? Não use esses auxiliares com o verbo to be ou com verbos modais, como can e should.

Bônus: o do enfático

Existe um uso do do que raramente aparece nas aulas, mas é comuníssimo nas conversas reais: colocar do ou does numa frase afirmativa para dar ênfase, como quem sublinha a palavra ao falar.

  • I do like it! (Eu gosto, sim!)
  • She does know the answer. (Ela sabe a resposta, sim.)
  • Please do come in. (Sim, entre, por favor.)

Em português, a gente faz isso com um “sim” no final ou mudando a entonação. Em inglês, esse do extra cumpre exatamente o mesmo papel, geralmente para contrariar uma dúvida do interlocutor. Usar isso na hora certa é um daqueles detalhes que fazem você soar bem mais fluente.

Os erros mais comuns dos brasileiros

Fechando o círculo, aqui estão os deslizes que mais aparecem, todos já explicados acima e reunidos num lugar só para você conferir antes de falar ou escrever.

  • Deixar o -s em dobro: Does she likes…? → o certo é Does she like…?
  • Usar do com o verbo to be: Do you are…? → o certo é Are you…?
  • Usar do com modais: Do you can…? → o certo é Can you…?
  • Manter o passado depois de didn’t: I didn’t went → o certo é I didn’t go.
  • Responder sem o auxiliar: Yes, I like → o natural é Yes, I do.

Se você quiser continuar explorando esse verbo camaleão, vale entender também a diferença entre do e make, que também costuma causar confusão: os dois viram “fazer” em português, mas não são intercambiáveis. Nosso guia sobre make ou do mostra quando usar cada um.

Um último detalhe: o do e o does não se aprendem de verdade lendo a regra, e sim ouvindo e repetindo frases prontas até elas saírem sem pensar. Escolha três das frases deste artigo, use cada uma hoje numa conversa ou numa mensagem, e me conte nos comentários qual delas foi a mais difícil de encaixar.