Visão geral: o que revela o EF EPI 2025
A edição 2025 do EF English Proficiency Index (EPI) se baseia nos dados de 2,2 milhões de adultos de 123 países, que fizeram o teste EF SET em 2024. Pela primeira vez, esse teste também integra as chamadas competências produtivas. Ou seja: expressão oral e escrita, além da compreensão escrita e oral. Os resultados, portanto, são mais completos e mais relevantes do que nos anos anteriores.
A pontuação global não mostra qualquer melhora. Como destaca o relatório, o nível de inglês está estagnado em escala mundial. Ele mostra, inclusive, queda em muitas regiões, especialmente entre os jovens adultos e os maiores de 40 anos.
As competências ativas, em particular a expressão oral, continuam fracas. E mesmo que o inglês esteja cada vez mais presente no mundo profissional, ele ainda é um idioma que a maioria dos adultos no mundo não domina plenamente.
Colocação do Brasil: salto de 6 posições em relação a 2024
Embora tenha subido seis posições em relação ao ranking do ano anterior, o Brasil mostra um desempenho oscilante no teste. A pontuação média brasileira (482 em 2025) é considerada suficiente apenas para tarefas cotidianas simples.
No contexto regional, a posição do País também não se destaca. Em 2025, o Brasil ocupou a 16a colocação, entre os 20 países que participaram da pesquisa, à frente apenas da Colômbia, do Equador, do Haiti e do México.
| ANO | POSIÇÃO GLOBAL | PONTUAÇÃO / ÍNDICE DE PROFICIÊNCIA |
|---|---|---|
| 2025 | 75o | 482 / Baixa |
| 2024 | 81o | 466 / Baixa |
| 2023 | 70 o | 487 / Baixa |
| 2022 | 58 o | 505 / Média |
| 2021 | 60 o | 497 / Baixa |
Os resultados do Brasil
Expressão oral
A escrita é o principal ponto fraco dos brasileiros. A pontuação média nessa competência é 74 pontos inferior à obtida em leitura, a habilidade em que os brasileiros se saíram melhor. O melhor domínio do inglês na leitura é um ponto comum entre o Brasil e quase 80% dos países participantes desta última edição da pesquisa.
Diferença entre faixas etárias
No Brasil, a faixa etária com maior proficiência difere um pouco da média da América Latina. Aqui, a faixa de 21 a 25 anos apresenta os melhores resultados. Já na América Latina e em outras regiões do mundo, quem domina são os adultos (principalmente entre 26 e 30 anos, mas também entre 31 e 40 anos).
A proficiência dos jovens entre 21 e 25 anos também registrou um aumento, se comparada aos resultados da mesma faixa etária no ano anterior. Em 2025, o grupo alcançou uma pontuação média de 538, 39 pontos a mais do que no ano anterior.
Diferenças territoriais
Florianópolis, capital de Santa Catarina, manteve sua posição de destaque em 2025. A cidade conquistou uma pontuação média superior em 12 pontos à alcançada em 2024. Já como “região destaque”, a pesquisa mais recente mostrou o Distrito Federal passando à frente do estado de Santa Catarina.
Entre mulheres e homens
Em relação ao gênero, os homens mantêm uma leve vantagem. Em 2025, tiveram uma média superior em 14 pontos à das mulheres, contra os 13 pontos de vantagem mostrados na pesquisa anterior.
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Fonte: EF EPI 2025 / EF EPI 2024
Resultados na América Latina e no mundo
Países Baixos continuam na liderança
Os melhores desempenhos, em termos mundiais, continuam sendo os dos Países Baixos, que seguem no topo do ranking. Croácia e Áustria também progridem e sobem na tabela. A Alemanha atinge a 4a posição e mostra uma das evoluções mais fortes na Europa, ao lado da França.
Mulheres e homens reduzem a diferença
A diferença entre os sexos continua diminuindo na maioria das regiões, embora, assim como no Brasil, também tenha aumentado ligeiramente no Oriente Médio.
Pontuação dos jovens adultos
No que diz respeito aos jovens adultos, o Brasil aparece como exceção. A faixa de 21 a 25 anos apresenta os melhores resultados do País, enquanto em muitos outros países da América Latina e do mundo esse grupo etário obtém pontuações inferiores às dos adultos mais velhos.
No geral
Por fim, as tendências globais continuam contrastantes:
- a Europa segue sendo a região com melhor desempenho, apesar da estagnação do nível geral;
- a Ásia apresenta as diferenças mais reduzidas;
- a América Latina mostra grandes contrastes entre gerações;
- a África continua sendo a região mais desigual.
Inteligência artificial e o futuro da aprendizagem
O relatório dedica atenção especial ao potencial da inteligência artificial (IA) para transformar a aprendizagem de idiomas, ressaltando que as tecnologias de IA permitem:
- avaliações mais personalizadas e precisas,
- feedback individualizado sobre pronúncia, gramática e vocabulário,
- percursos de aprendizagem customizados com base em dados reais,
- tutores virtuais disponíveis 24 horas por dia, 7 dias por semana.
No entanto, o relatório também chama a atenção para os riscos de um uso passivo: a IA não deve substituir o pensamento crítico, mas sim reforçá-lo. É possível aproveitar as tecnologias emergentes para progredir no ranking. No entanto, isso exige investimentos específicos na formação digital de professores e na integração pedagógica dessas ferramentas.
Perspectivas e recomendações
É verdade que o Brasil ganhou alguns pontos e posições no ranking, mas o País ainda está muito longe de apresentar bons resultados. Então, como continuar melhorando o nível de inglês dos brasileiros?
As estratégias recomendadas pelo estudo incluem:
- introduzir uma avaliação sistemática das competências orais na escola;
- promover o uso de conteúdos digitais autênticos em inglês;
- incentivar uma imersão diária na língua por meio de mídias, eventos e plataformas online;
- formar professores para usar a IA de forma eficaz como apoio linguístico;
- dar mais peso às competências linguísticas no ambiente profissional como critério de acesso e progressão na carreira.
Conclusão
Os resultados do EF EPI 2025 mostram que, embora o Brasil tenha avançado alguns passos importantes, o caminho rumo a uma proficiência elevada ainda é longo. A melhora registrada — especialmente entre os jovens — indica potencial, mas também evidencia desigualdades entre regiões, faixas etárias e competências específicas, como a expressão escrita, que segue sendo um ponto crítico.
Em um cenário global de estagnação, investir em estratégias consistentes se torna ainda mais essencial. A adoção de metodologias mais práticas, a integração de tecnologias como a inteligência artificial e a promoção de uma exposição cotidiana ao idioma podem acelerar a evolução do país no ranking.
O desafio é grande, mas os dados mostram que o progresso é possível — desde que haja um esforço contínuo, coordenado e orientado para o desenvolvimento real das competências comunicativas em inglês.





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